quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Saudade de tudo

Papai, resolvi lhe escrever hoje (10 de Setembro). A saudade é tão enorme e constante, e hoje não vou nem falar de como sinto saudades do seu abraço, de ouvir sua voz e de ver seu sorriso. Isso o senhor já sabe, né?! Mas é que hoje eu senti uma saudade de algo diferente.
É uma coisa um pouco boba. Quer dizer, eu achava que era uma coisa boba, até não poder mais ter isso. Estou sentindo falta dos nossos "papos cabeças". Sabe aquelas nossas conversas sérias sobre política, sobre matérias da escola e sobre a vida em geral? Então, estou sentindo falta disso, anjo. Sim, até disso!
Essas nossas conversas sérias faziam parte dessa nossa ligação inexplicável e maravilhosa. Acho que um dos motivos de eu estar sentindo essa saudade é por eu estar lendo "O Diário de Anne Frank", e tenho vontade de ouvir sua opinião sobre esse livro, e sobre a Segunda Guerra Mundial. Não é que eu não tenha outras pessoas... A mãe não deve ter muita experiência nesse assunto. Com a Silvia, a Lívia e o Juba seria bem estranho falar disso. Me restaria o Chicão, que deve saber bem sobre o assunto, e que tem sido uma pessoa muito boa. Mas ele.. Ele não é você. E eu queria você.
Costumávamos ter opiniões parecidas à respeito desses assuntos. E você sempre ficava orgulhoso quando eu argumentava sobre algum assunto e defendia o meu pensamento, fazendo com que você concordasse comigo. Eu via seu sorriso e às vezes aquele seu "muito bem", todo orgulhoso da sua bebêzinha.
Saudade estranha, né?
A Anne Frank tinha uma ligação muito forte com o pai dela, e uma relação um pouco difícil com a mãe, sabia? Acho que nós duas temos isso em comum. Apesar de que a minha relação com a mãe até melhorou. E tinha que melhorar, né? Agora eu só tenho ela...
Meu anjinho, eu estou com muita saudade de você por inteiro!
Ah, quase me esqueci que o dia 15 está chegando, espero que dessa vez você possa comemorar seu aniversário sem dor e sem febre. Dia 14 vou pro Coração Inquieto e volto no dia 16, talvez eu te escreva antes de ir, talvez só quando eu voltar. Ainda não sei direito, paizinho.
Só queria te lembrar que eu te amo muito. Um abraço bem apertado da sua bebêzinha.

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