quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Desistir?


(Texto escrito por volta do dia 20 de Novembro)
Papai, me perdoa?! Estou com pensamentos horríveis. Espero não te pertubar ou magoar com isso. As coisas tem se tornado cada vez mais difíceis. Eu estou indo de mal à pior na escola. Pra ser sincera, acho que vou reprovar.
Não me leve à mal, nem queira me dar um sermão, não brigue comigo e nem me julgue. Mas, se amanhã eu fosse no médico e ele me dissesse que eu estou em fase terminal de câncer, eu ia sorrir e falar "ufa, passou, acabou o sofrimento!". Me desculpa, pai. Não sou forte e batalhadora como o senhor. Acho que sou o oposto. Sou fraca. Tento ser rapadura por fora, mas na verdade, sou maria mole por dentro.
Não fique triste comigo, nem decepcionado ou bravo. Só peço que ao menos tente me entender. Sei o quanto estou sendo boba e parecendo uma criancinha dramática. Mas é que realmente tudo está doendo e pesando em mim.
Acho que a vida é assim... Mas também acho que eu já sofri o suficiente, né?
Espero que o senhor esteja aqui pertinho de mim, e se estiver, me dê um abraço. Estou precisando de um abraço, do seu abraço.
Eu sinto a sua falta mais do que tudo. E daria qualquer coisa para estar com o senhor. Eu te amo muito, meu anjo.

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